Tributo a Casé
De 19/04 a 21/04/2008
Guaxupé/MG
Por: Mariana Sayad / Fotos: Antonio Mário Cunha e Mariana Sayad
Guaxupé é a terra onde Casé nasceu, dia 03 de agosto de 1932. Seu nome verdadeiro: José Ferreira Godinho Filho.
Aprendeu música com o seu pai, conhecido como Nhô Sapateiro, assim como seus outros irmãos. Entre 1946 e 1950, Casé tocou seu saxofone na orquestra do maestro Francisco Dorce, na Rádio Tupi. Ainda tocando em diversos grupos, Casé foi estudar harmonia com Koellreutter.
Em 1953, realizou uma turnê pela Europa e, ao voltar, retornou ao grupo de Betinho, que já havia tocado três anos antes. Ainda na década de 50, ele gravou com a orquestra de Dick Farney o LP “I Festival de Jazz”, pela RGE. Em 1957, tocou na orquestra de Silvio Mazzuca e um ano depois teve um grupo com Amilton e Adilson Godoy. Para fechar este brevíssimo histórico do grande saxofonista, é importante dizer que ele tocou com o Jongo Trio e muitos outros grupos até a sua morte, em 1978.
Tributo a Casé
O evento foi aberto com um discurso de Luis Nassif, tanto sobre Casé, quanto sobre a música instrumental. Durante sua fala, ele apresentou certo nervosismo, talvez pelo tamanho da responsabilidade em falar de uma pessoa tão ilustre, apesar de sua desenvoltura.
Em seguida, os organizadores do Tributo fizeram uma justa e bonita homenagem à família do Casé. Logo depois, entrou a família Alcântara com Vitor (saxofone), Daniel (trompete), Carlos Alberto (saxofone), Magno Alcântara, Ratinho e Cuca Teixeira (bateria), Edson Santana (piano) e Thiago Alves (baixo acústico), tocando vários temas jazzísticos com diversos improvisos.
O que chamou mais a atenção neste primeiro show foi a interpretação dos músicos, os da família Alcântara e com um talento musical que parece estar no sangue mesmo. Eles tocaram cerca de uma hora e meia, mas o show conseguiu manter o entusiasmo até o último minuto.
Logo em seguida, entrou o Zimbo Trio com Amilton Godoy (piano), Rubinho Barsotti (bateria) e Itamar Collaço (baixo) num show com grandes clássicos da música brasileira, sendo muitos deles já interpretados por Elis Regina, cantora que acompanharam por algum tempo. Eles tocaram uma música do próprio Casé no bis, que tem um tema bem pequeno, pois é própria para extrapolar nas improvisações.
A saxofonista Débora de Aquino participou de quatro músicas, afinal estamos falando do Casé, então, no tributo a ele, este deve ser o instrumento de maior destaque. O show mal terminou e os músicos foram para a Casa de Cultura de Guaxupé para fazerem uma jam session que só terminou no dia seguinte.
O dia 20, domingo, começou com um delicioso almoço na Fazenda Nova Floresta para todos os participantes e convidados. O tributo continuou com a realização de oficinas com os músicos do primeiro show da noite anterior e, paralelamente a isso, aconteceu uma exposição com os trabalhos de crianças das escolas de Guaxupé sobre o Casé, uma idéia muito interessante, pois além de envolver a comunidade num evento importante, incentiva a pesquisa das crianças.
O Conservatório Musical Souza Lima agradece a todos da Casa de Cultura e outros envolvidos com o Tributo a Casé, em Guaxupé, pela hospitalidade e pelo lindo evento. Parabéns! |