Davis Ramay
Por: Paula Witchert/ Fotos: Divulgação
Davis Ramay tem 24 anos, é carioca e já integrou bandas como The Trooper (Iron Maiden Cover) e NordHeim, entre outras. Atualmente o virtuoso guitarrista é integrante do grupo Krystal Tears e está em fase de composição com o vocalista Danny Vaughn. Nesta exclusiva, Davis conta detalhes de sua trajetória musical, suas experiências e pretensões.
Confira!
Paula Witchert
PW – Qual a sua formação musical e principais influências?
DR - Bom, eu sou um músico autodidata, nunca tive aula ou qualquer outra coisa parecida. Comecei a tocar com um baixo emprestado como qualquer outro garoto aos 12 anos, escutando e tentando tirar bandas como Iron Maiden, Kiss, Black Sabbath, Jimi Hendrix, Led Zeppelin e Deep Purple.
PW – Por que a escolha da guitarra como instrumento?
DR - Meu pai foi comprar para mim um baixo e ligou da rua dizendo: “Comprei um baixo lindo!” Quando ele chegou em casa, era uma guitarra!! E foi assim que comecei a tocar. Acho que meu pai comprou a guitarra propositalmente, ou não! (risos) Talvez porque meus dedos eram pequenos demais e o baixo muito pesado.
PW – Você está gravando um álbum em conjunto com o vocalista Danny Vaughn (ex-Tyketto). Gostaria que nos contasse como você o conheceu, como é trabalhar neste projeto e quem está envolvido.
DR - Sempre gostei muito do trabalho do Danny e estava sem vocalista pra minha banda, que até então era um projeto. Paul (amigo meu) comentou que era amigo dele. Eu soube que Danny estava gravando o seu CD solo e pensei por que não chamá-lo para fazer uma dupla sertaneja ou algo parecido? (risos) - Brincadeira!
Entrei em contato com Danny, que se interessou pelo trabalho.
Bom, trabalhar com Danny é ótimo. Ele é do tipo de pessoa única, superengraçado, divertido e bem-humorado. Com quem em cinco minutos falando você já se sente à vontade, além de ter um talento absurdo! Trabalhar com ele tem suas vantagens, posso ficar despreocupado com o que ele vai fazer porque sei que no final ficará muito bom e com muito feeling.
Sobre a banda, a princípio gravamos eu e Danny, Paul me ajuda a produzir. Já tenho uns dois nomes certos, mas quando o lançamento estiver mais próximo eu penso mais sobre isso!
PW – Quais são as expectativas para este trabalho? Por qual gravadora será lançado?
DR - As expectativas são as melhores possíveis! Tudo que a gente fez até agora tem soado muito bem. Danny é um excelente compositor, com um feeling único. Quando ele canta, você sente o que ele quer passar, pois ele acredita no que está cantando. Por isso, ele é um dos meus vocalistas favoritos.
Não sabemos por qual gravadora será lançado, esperamos que as gravadoras interessadas se manifestem e nos façam boas propostas.
PW - Já existe alguma previsão de turnê? Onde seriam os shows?
DR – Não. A princípio estamos mais preocupados com a composição das músicas e não pensamos nada a respeito. É claro que quando estiver tudo gravado e pronto, vamos dar ênfase a essa parte do trabalho, uma coisa por vez.
PW – Você também é guitarrista do grupo carioca Krystal Tears, que foi muito elogiado pelo debut “A Brand New Life”. Existe alguma previsão para lançamento de um trabalho do grupo?
DR – Não. No primeiro trabalho, eu não participei da fase de composição nem da gravação. A banda pretende gravar um EP e talvez eu possa compor com eles, mas não faço idéia se vão mesmo lançar ou quando. Eu vi hoje na Internet que eles devem lançar uma música pela Internet, mas até agora ninguém me comunicou nada, então, nem sei se vou ou não participar dessa gravação.
PW – Em sua opinião, qual a maior dificuldade para lançar álbuns deste tipo hoje em dia?
DR - A dificuldade está nos mercados brasileiro e americano que não apostam nesse tipo de som, a pirataria e a Internet dificultam tudo ainda mais. O povo brasileiro e o americano estão mais interessados em ver rappers falando um milhão de frases sobre sexo, que nenhum deles entende nem consegue lembrar de algum refrão. Ou ouvir o Justin Timberlake dizer que vai ensinar os ’’fuckers how to act’’ (no ato sexual) a trazer a sexualidade de volta. Hahahaha. Olha pra cara dele! Isso é piada, né?
A indústria fonográfica empurra essas coisas na sua mente com a massificação intensa, o resultado é esse.
PW – Você aposta na volta de bandas como Europe e Heart para fazer estes trabalhos? Você acredita que o hard rock voltará à grande mídia como nos anos 80?
DR - Ter o sucesso que tiveram no passado é difícil, mas ficaria muito feliz que sim. Suas músicas passam sensações, tanto de euforia, como de tristeza, e têm um feeling que não se vê no som de hoje. Os nossos rockstars atuais são bichinhas revoltadas com o pai e a mãe que não deram quanto eles queriam de mesada.
PW – Você pretende lançar um CD solo instrumental a exemplo de grandes guitarristas como Kiko Loureiro e Edu Ardanuy, que desenvolvem trabalhos em paralelo com suas bandas? Se sim, como seria este trabalho e com quem?
DR – Sim, claro que sim! Mas não por agora, é algo que dá muito trabalho e não pode ser feito às pressas, pois pode ficar massivo. Deve ser composto com bastante cautela pra não se tornar repetitivo ou chato. Com relação à banda, acho que posso me virar sozinho pra gravar todos os instrumentos no CD, mas não sei se gostaria de fazer um show instrumental.
PW – Quais são os planos para 2007?
DR - Espero assinar um bom contrato com uma boa gravadora, fazer muitos shows pelo país e fora também. Na pior das hipóteses, eu e Paul vamos pra Irlanda “encher o pote” com o Danny! Afinal de contas, o povo irlandês foi o único no mundo que conseguiu construir uma civilização em volta de um rio de álcool. (Risos)
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