O
baixo no Heavy Metal
Por:
Felipe Negri
Primeiramente temos que abordar o heavy
metal como estilo musical. Nascido no final dos anos 70
e com ascensão no início dos anos 80 com a
NWOBHM (New Wave Of British Heavy Metal - em português
“Nova Onda do Heavy Metal Britânico”),
que teve como seus maiores representantes bandas como Scorpions,
Judas Priest, Deff Lepard e Iron Maiden.
O heavy metal como uma vertente natural do rock teve alguns
aspectos que foram transpostos como a clara evidência
às guitarras e à voz. O baixo era apenas um
instrumento de acompanhamento da banda, responsável
somente pelo peso da mesma. Este quadro começou a
ser modificado com a aparição do jovem músico
Steve Harris (fundador do Iron Maiden). Extremamente dedicado
e estudioso (mesmo sem bases teóricas), Steve revolucionou
a participação do instrumento grave no heavy
metal mundial, saindo do backline e colocando o baixo em
posição de destaque com suas frases e sua
pegada forte no pizzicato.
A partir do meio da década de 80 surge o Helloween.
Proveniente da Alemanha, o grupo surpreendeu lançando
“The Keeper of the Seven Keys Part I” (1987)
e “The Keeper of the Seven Keys Part II” (considerados
até hoje os dois maiores clássicos do heavy
metal melódico). Os álbuns mostraram toda
a técnica de Markus Grosskopf, em linhas de baixo
fenomenais para a época, não sendo apenas
o instrumento que mantém a harmonia, mas com melodias
inesquecíveis e solos como na faixa-título
do álbum, algo extremamente incomum na época.
Nos anos 90, quem quebrou as barreiras foi o grande instrumentista
John Myung, baixista da então desconhecida banda
americana Dream Theater.
O Dream Theater executava um heavy metal intrincado, cheio
de convenções de instrumentos e quase nunca
utilizava os compassos simples com claras influências
de Fates Warning (criadores do prog metal). John obteve
posição de extremo destaque no cenário,
no lançamento de Images and Words (1992), mostrando
que sabia dominar grande parte das técnicas com “beat”
alto e precisão em todas as notas executadas, além
de sua ótima noção rítmica ao
lado de Mike Portnoy. O sucesso acompanha este baixista
até os dias de hoje, lançando ótimos
álbuns como “Scenes From A Memory” (1999),
“Train Of Thought” (2003) e “Octavarium”
(2005), sempre surpreendendo grande parte do público.
Felipe
Negri é baixista do grupo Tropa de Shock e Promotor
de Eventos do Souza Lima.
www.tropadeshock.com.br
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