Dê Paquetá para todo o Brasil
Por: Mariana Sayad

Anacleto de Medeiros nasceu dia 13 de julho de 1866, na ilha de Paquetá no dia 13 de julho de 1866. Anacleto, apesar de ter morrido cedo (com apenas 41 anos) realizou muitos feitos dentro da música. Sendo o principal deles, comandar a Banda do Corpo de Bombeiros.

Anacleto começou a estudar música aos nove anos, Companhia de Menores do Arsenal de Guerra no Rio de Janeiro, tocando flauta. Aos 18, matriculou-se no Conservatório de Música, para o curso de clarineta. Quando se formou em 1886, com 20 anos, Anacleto já tocava diversos instrumentos de sopro, mas seu preferido era o saxofone.

Anacleto foi o primeiro-tenente da Guarda Nacional e funcionário da Tipografia Nacional. Neste período, ele organizou com os operários o “Clube Musical Guttenberg”. E ainda, tocava flautim e saxofone na Banda de Paquetá.
A partir de 1887, dedicou-se mais a composição. Muitas de suas músicas alcançaram grande popularidade pelo país. Uma delas é o xote Iara, que depois dos versos de Catulo da Paixão Cearense em 1912 ganhou o nome de Rasga Coração. Villa-Lobos usou-o como tema para o choro n° 10.

A sua “revolução” dentro da música começou em 1895, quando o Tenente-Coronel do Corpo de Bombeiros Eugênio Jardim o chamou para dirigir a Banda do Corpo de Bombeiros. Assim, Anacleto fundou a Banda do Corpo de Bombeiros, que se tornou a mais importante banda de música, principalmente pela missão de ter diversos choros em seu repertório. Esta banda foi muito atuante em festas públicas e solenidades.

Anacleto morreu de colapso cardíaco dia 14 de agosto de 1907. Ele não se casou e em seu sepultamento as bandas que regeu executaram seus principais sucessos.

Anacleto deixou mais de 100 composições, entre xotes, polcas, valsas e choros. Depois de sua morte, a banda do Corpo de Bombeiros passou a ser dirigida por Albertino Pimentel.

 
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