Renovação e revelação de bandas dentro do Rock
Por: Dani Nolden
Algumas das mais importantes emoções na carreira de um artista, com certeza, são vividas na estrada, principalmente durante e após cada show. Não existe sentimento maior e mais recompensador quando você vê a galera cantando suas músicas, pulando e agitando sem parar. Todo o trabalho e suor despedido no estúdio, na composição e gravação de um disco, além de todos os problemas que toda banda enfrenta ao longo da carreira, vão para o espaço. São superados, no momento em que você consegue ter o seu trabalho reconhecido pelo público e pelos meios de comunicação.
É esse espírito rock n' roll de pura adrenalina, rebeldia, intensidade, ousadia e muita atitude que faz com que estes 52 aninhos (comemorados no último dia 13 de julho) permitam essa grande renovação e revelação de bandas por todo planeta.
Quase todo mês, diversas bandas são apontadas pela imprensa como a mais nova sensação do gênero. Algumas conseguem manter esse status, outras não. Para ser considerada a nova sensação do momento é preciso ter brilho, talento, a música correndo nas veias e trabalhar muito para conquistar um lugar ao sol. Isso não é para qualquer um, já que a todo instante o mercado fonográfico traz novas opções de sons e musicalidade. Ao longo dos anos, o capitalismo criou o chamado consumismo musical, ou seja, o que é bom hoje pode ser “lixo” e esquecido amanhã. É nessa hora que o talento fala mais alto. Quem nasceu para ser músico sobrevive e continua.
Um dos fatores que tem contribuído para este consumismo musical é a passagem do status de banda para o de produto consumível, visando apenas a renda, os lucros por parte das gravadoras. Muitas vezes, a falta de brilho e talento é compensada por grandes campanhas de marketing e de promoção. No entanto, todos nós sabemos que isso não é novidade na música nem em outros ramos.
Em minha opinião, músicos, jornalistas e fãs estão cada vez mais surpresos com o surgimento de tantas bandas boas e de vários estilos diferentes dentro da cena do rock e do heavy metal. Em um curto período de tempo, apareceram diversos nomes que prometem fazer história no estilo musical.
Todo esse fenômeno de renovação está ligado ao novo fôlego e visibilidade que o rock tem conquistado ultimamente. Algumas bandas “veteranas” estão voltando e outras formando verdadeiros dream teams, a partir da união de membros de um grupo com os de outro. Além disso, é impossível fechar os olhos para o advento da internet que revolucionou completamente a divulgação das bandas por todo mundo. Hoje é muito mais fácil atingir rapidamente o público-alvo em comparação às décadas de 70 e 80. Também não podemos deixar de mencionar o desenvolvimento tecnológico que a música em geral está passando. Esses dois fatores têm ajudado e muito no surgimento de novos talentos dentro do rock.
O rock nunca saiu e nunca sairá de “moda” justamente pelo simples fato de estar sempre se renovando ao longo dos anos. Todos os dias vemos uma nova banda ou um novo artista despontando e trazendo novidades. É desta forma que vejo toda a repercussão do meu trabalho executado frente à Shadowside, que busca sempre o novo, sem se prender as tradicionais fórmulas. Os verdadeiros fãs de rock, na maioria das vezes, são pessoas exigentes e sempre estão em busca de algo novo e revolucionário.
A essência do rock é essa: música com personalidade, muita energia e atitude. Essa fórmula faz com que a renovação seja sempre uma constante desse estilo tão apaixonante e polêmico.
Dani Nolden é vocalista e líder da banda Shadowside
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