Hipnoid
“Chaos”
13 faixas – 54:00´
(Independente)
Nota: 6,5

A paulada "Hammer", faixa que abre o álbum, faz jus ao seu nome e soa como tal. Pauleira absolutamente adequada para abrir um trabalho de uma banda de heavy/thrash cujo álbum se chama “Chaos”.

Já "Care" traz uma letra imbuída de revolta e linhas pesadas que surpreendentemente se desenvolvem durante um interlúdio bem legal. É uma boa música e bastante coerente com o trabalho proposto.

A próxima faixa, “Way of Living”, começa sem empolgar. Subitamente, eis que uma batida pesada e frenética emerge da música com vocais fortes a la James Hetfield. Aliás, esta é uma característica muito marcante da banda.
“Fast”, ao contrário do que o nome sugere, começa lenta, mas também logo ganha corpo e velocidade. Ao prestar atenção na letra é fácil associar o andamento com o que é cantado. Ótima sacada e um dos melhores momentos do disco.

“Angry Chords” é mais um dos melhores momentos do álbum e o sugestivo nome é suficiente para descrever esta música. “Supernova” é um tema instrumental interessante. Nada de porrada gratuita meramente visceral. Eles têm conjunto e tocam bem.

O trabalho todo é coeso. Heavy metal bem elaborado que apresenta óbvias influências do Metallica, sobretudo, embora a banda apresente características e timbres próprios, além de muita garra.

“God Knows”, “Slow War” e, principalmente, “Needs” também trazem bons momentos. Não é porque o vocalista canta forte ou urra seus refrões que a banda tem pegada ou transmite energia.

A última faixa, "Abnormal", deixa um gostinho de “quero mais” com sua pegada porrada forte. “Chaos” tem como diferencial toda essa coesão das composições, além de não deixar a peteca cair quanto à vibe. Em termos de qualidade de gravação, a produção é razoável. A má qualidade da gravação é o único ponto que poderia ser questionado.

O material de vídeo que acompanha o álbum é bem produzido. O clipe de “Earth Chaos” é ideal como um vídeo de protesto. Não tem nada de inovador, mas sua fórmula funciona. O que a letra sugere subjetivamente corresponde às imagens dos fatos que os compositores querem que o ouvinte perceba. Basicamente, George W. Bush, Bin Laden e Hitler são jogados no mesmo "balaio" e tratados igualmente. Com tamanha inspiração só o que se pode esperar é guerra, revolta, violência, ataques terroristas etc.

Marcos Franke

 
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