Teste: Tagima T 735 Plus
Por: Ricardo Soares

Olá, pessoal, neste mês vamos conhecer um lançamento da Tagima, o modelo Strato T 735 Plus. O instrumento possui as seguintes características:
Corpo: Marupá com rebaixamento traseiro
Braço: Pau marfim
Escala: Marfim com 22 trastes e marcações em abalone pearl
Captadores: Um duplo na ponte e dois simples
Controles: Chave seletora de cinco posições, um controle de volume e dois de tonalidade
Ponte:Tipo Vintage
Tarraxas: Blindadas com trava
Escudo:Pérola.

Em ação

Pode parecer mentira, mas peguei essa guitarra numa sexta-feira com as cordas bem velhas e as troquei no mesmo dia, com a intenção de tocar no dia seguinte em um workshop que realizaria. Confesso que fiquei com um pouco de receio, pois pra mim ela não manteria a afinação. Mas, pra minha surpresa, ela se manteve afinada durante todo o evento, graças à tarraxa com trava que a acompanha.
Além de segurar mais afinação, como já foi falado, o modelo agiliza a troca de cordas, pois não é necessário dar várias voltas como nas tarraxas tradicionais. Basta apenas esticar a corda e começar a rodá-la para que ela se trave automaticamente.
Outro ponto positivo são os novos captadores Seizi Tagima, com um supertimbre, tornando desnecessária a troca de captadores, que a maior parte dos guitarristas faz. O captador da ponte soa forte e consistente sendo ideal pra solos rápidos. Tem timbre muito definido, enquanto os captadores do meio e do braço, que apesar de serem simples, têm um nível muito baixo de ruído (o que não é normal pra esse modelo), e uma sonoridade limpa e cristalina, que lhe é característica, não deixando nada a desejar aos captadores “gringos”.
O acabamento é impecável. A pintura desse modelo testado em vermelho metálico, com um escudo madre-pérola de muito bom gosto, imprime um visual moderno e “vintage”, combinando com a marcação pearl abalone da escala.
A pestana de latão deu uma sonoridade mais brilhante aos dedilhados com cordas soltas, além de um visual muito bonito. Analisando cada detalhe desse instrumento chega-se a conclusão que o Brasil já está no mesmo patamar dos instrumentos importados, não deixando nada a desejar, mas sai na frente na relação custo-benefício.

Um abraço e um bend. Até o próximo mês!
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